Um surto multiestadual de Cyclospora ligado a alface iceberg reacendeu, nos Estados Unidos, o debate sobre exigir rastreabilidade digital nos moldes europeus e uso de blockchain para registros à prova de adulteração — enquanto a regra obrigatória da FDA sobre o tema, que nasceu ainda em 2013, segue adiada, agora com prazo em julho de 2028.
Especialistas propõem software interoperável padronizado e ferramentas digitais mais rígidas; a frustração central é com o histórico de adiamentos de uma norma que demorou mais de uma década para avançar.
Leitura Além do Carimbo: é um lembrete direto de que regulamentação de rastreabilidade não é burocracia abstrata — é resposta a surtos reais que custam saúde pública e dinheiro. Contraste interessante: enquanto os EUA debatem e adiam, o Brasil já está dentro de um piloto global de rastreabilidade de carne e avançando em regras próprias de destravamento tecnológico.
Fonte: The Regulatory Review (Penn Program on Regulation), 12/09/2026
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