A Embrapa desenvolveu uma técnica de espectrometria capaz de identificar raça e origem geográfica do animal a partir da carne — uma espécie de impressão digital genética do produto, que funciona como evidência física, não apenas documental.
Isso ganha peso estratégico porque o acordo Mercosul-União Europeia está transformando sustentabilidade e rastreabilidade em requisito de acesso ao mercado europeu, não mais em diferencial competitivo. Até aqui, comprovar origem dependia sobretudo de papelada; a espectrometria oferece um tipo de prova mais difícil de fraudar.
Leitura Além do Carimbo: o selo de inspeção sempre garantiu que o produto passou por controles sanitários, mas não provava, por si só, raça ou procedência. Ferramentas como essa começam a preencher essa lacuna — desde que passem por validação e tenham um caminho regulatório claro até a linha de produção, exatamente o tipo de trâmite que a Portaria SDA/MAPA nº 1.662/2026 passou a facilitar.
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